por ele e sua família..
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| Jose Monir Nasser |
Monir foi amigo pessoal de ministros, homens de Estado, industriais, intelectuais, de seus alunos em geral, dentro e fora da Aliança Francesa de Curitiba, sua grande paixão, todos conquistados definitivamente pelo seu bom humor, pela sua elegância, pelo seu talento intelectual - mas sobretudo, ouso dizer, pela sua elegância.
José Monir Nasser sofreu um AVC em São Paulo, há mais ou menos 3 anos, quando se preparava para dar uma aula no Espaço É Realizações. Desde então, viveu sob os cuidados de sua filha e de seus parentes e amigos mais próximos.
A todos os que o conheceram, e especialmente ao meu amigo Sergio de Souza, que não o conheceu mas que o admirava, invoco uma homenagem, com a publicação do texto que segue abaixo, de sua autoria. Tendo viajado entre nós; tendo alterado o curso de tantas viagens com a sua presença e as suas lições, Monir será a partir de hoje levado pela mão do Autor da vida. Rezem por ele. Que Deus o tenha em Suas mãos, no recomeço da grande jornada, dentro da noite.
''Um sábio já disse que o bom viajante é aquele que percebe que tem dois olhos, dois ouvidos e só uma boca e que interpreta esta desproporção como um convite ao voto de
pobreza nas opiniões. Viajamos para ouvir e ver e isto se aplica também ao ato de ler um
livro. Antes de discutirmos ferrenhamente com o autor, é preciso deixar-nos levar pela mão. O grande Leibnitz dizia que acreditava em tudo que lhe diziam e Tomás de Aquino,
certa vez, levantou-se de sua mesa de estudos correndo, porque os outros frades lhe disseram: “Tomás, corre aqui ver um boi voando”. O homem mais inteligente da Idade Média, sob a gargalhada geral, lamentou-se: “Achava que era mais fácil um boi voar que um frade mentir”.
Viajantes brasileiros na França, estamos na exata posição de usufruir dos conselhos de Leibnitz e Tomás. Na arquitetura, na literatura, nos elementos históricos franceses,espalhados por toda a parte, está o embrião da Europa moderna. Afinal foi Carlos Magno, no dia 25 de dezembro do ano 800, que procedeu a primeira tentativa de reconstruir o perdido império romano com os novos componentes culturais cristãos.
Viajar a França, comme il faut, é refazer a história do Ocidente, deixando que as imagens, a língua, os sabores e os cheiros ressuscitem dentro de nós esta aventura civilizacional. Nunca conseguiremos fazer todas as perguntas necessárias, nunca veremos tudo o que deve ser visto, nunca saberemos o suficiente, mas podemos pelo menos permitir que estas experiências sensórias recuperem proustianamente o tempo perdido da história, como um sonho deflagrado por uma madeleine dentro de uma xícara de chá.''
postado por: Guilherme José Santini
José Monir Nasser
Presidente da Aliança Francesa de Curitiba







